A participação das marcas na internet

27/08/2010

 

Muito inspiradora a Palestra de João Mougon e Carla Mayumi, sócios-diretores da Box 1824: A participação das marcas na internet: Tendências e Insight’s,  realizada ontem no Fórum de Branding da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes).

 

A palestra apresentou a utilização da internet pelas marcas como ferramenta que vai além de marcar presença em uma “nova mídia”, mas também como forma de participar da rede, interagir com os grupos e indivíduos e transmitir os seus valores, conteúdos e propostas – a sua personalidade. Tema que foi bem recebido no ABA Branding, que apresentou e discutiu a utilização das técnicas e as ferramentas mais avançadas de Branding, para o qual contribuíram renomados profissionais das mais diversas especialidades.

 

A Box 1824 vem se destacando por seus empreendimentos em pesquisa e rastreamento de tendências, realizada através de metodologias heterodoxas e inovadoras. O objetivo da contribuição de João Mougon e Carla Mayumi, sócios-diretores da empresa, foi, portanto, oferecer uma abordagem que propiciasse o entendimento da marca a partir da cultura e da análise do consumidor enquanto pessoa. Para isso, eles mobilizaram diversos conceitos de múltiplas disciplinas, procurando demonstrar os principais desdobramentos dos comportamentos presentes e diferentes perspectivas para apreendê-los.

 

A atenção dos palestrantes estava voltada para traduzir o sentimento e aportar tendências a partir dos modos da geração deste milênio, denominada por eles como Millennials, que é contemporânea aos avanços da internet e das redes sociais. Esses jovens de varias idades nasceram e cresceram junto com ela, a tem não como uma mídia e sim como um modo de pensar e agir.   

 

Para os Millennials, não há diferença entre o real e o virtual, a internet é uma entre outras faces que compõem uma realidade multifacetada. Como expressa de maneira emblemática o depoimento de um millennial entrevistado: “O google maps não é internet, é um mapa”.

 

O desenvolvimento destes jovens  acompanha também a evolução do comportamento da internet, que pode ser dividido entre três momentos: 1) Read (Ler, receber) 2) White (escrever, produzir) e 3) Act (agir, fazer). Ou seja, a internet passou de um primeiro momento de recepção de informações a um segundo de produção dos usuários e no momento se desdobra para contribuir e influenciar os indivíduos na tomada de ações.

 

Ao percebermos o desenvolvimento da internet, vislumbramos as mudanças significativas que estão para acontecer dentro dos próximos anos, nesse sentido, a proposta apresentada pela Box 1824 é inspiradora, para que nós possamos criar, pensar a agir segundo uma nova e sempre desafiadora realidade que apresenta o futuro no instante seguinte.

 

Jonas Fernandes

Pesquisa IBModa

“Qual é o gesto que coloca seu amor em movimento?”

27/08/2010

“Qual é o gesto que coloca seu amor em movimento?” É a pergunta da nova campanha da Natura para o lançamento da linha Amo. Os comerciais têm ritmo cinematográfico, com uma narração envolvente que atrai nossos sentimentos e nos aproxima da marca. A produção ficou a cargo do cineasta Andrucha Waddington, que entre outras produções, foi diretor do filme Eu, tu, Eles, lançado em 2000.

 

A Natura demonstra importância de um conceito bem estruturado para a realização de uma campanha com qualidade. Ao trabalhar com as noções de amor e movimento, a mensagem transmitida pela campanha demonstra as várias formas que casais reais têm expressar os seus afetos, ou seja, a cumplicidade do casal. O objetivo da campanha é criar essa cumplicidade entre cliente e marca. Ela se aproximada do consumidor para ser cúmplice na expressão de seus sentimentos.

 

Não se trata apenas de uma campanha para fins publicitários. É uma proposta de sentido, nas formas de estabelecermos nossas relações inter-pessoais, onde também se incluem as relações entre marca e consumidor. A natura proporciona um lifesytle, voltado para uma ecologia sentimental, para o cultivo das relações humanas reais e cotidianas.

 

Confira a campanha!

 

 

Jonas Fernandes

Pesquisa IBModa

 

 

 

 

 

É Hoje. Vai lá, vale a pena!

25/08/2010

Divulgação

O Teatro do Centro da Terra é um local já tradicional para quem gosta de teatro. Em cartaz, sempre peças “cabeça”, daquelas cada bez mais difíceis de encontrar por aí, fora cursos de férias diferenciados para a garotada. Localizado numa ruazinha perdida nas Perdizes, o teatro por si só é uma atração à parte: é possível chegar à sala de espetáculos, alguns pisos para baixo da entrada, por elevador ou por uma escadaria sinistra, com direito a capacete com lanterna na cabeça.

Todas as últimas 4as feiras do mês, o Teatro do Centro da Terra apresenta o seu sarau. É hoje – não perca, vale a pena!

André Robic

C&A seleciona graduados em moda para o 57º Programa de Trainees

20/08/2010

A C&A está com inscrições abertas para o seu 57º Programa de Trainees. Trata-se de um dos mais tradicionais programas do mercado e tem como objetivo selecionar novos talentos para atuar nas áreas de Negócios do Varejo e Compras. O prazo se encerra em 09 de setembro. Os interessados devem se inscrever pelo site da C&A: www.cea.com.br.

Podem se inscrever candidatos graduados em moda no período de dezembro de 2007 à dezembro de 2010. Também podem se inscrever graduados nos seguintes cursos: Administração de Empresas, Administração Mercadológica, Comércio Exterior, Arquitetura, Comunicação, Economia, Engenharia, Marketing e Relações Internacionais.

Alguns dos requisitos exigidos dos candidatos são: inglês fluente ou avançado, visão comercial, perfil desafiador e empreendedor, disponibilidade para viagens e mudanças de cidade ou estado, gostar de assumir riscos e habilidade para se relacionar.

A seleção é composta por várias etapas. Durante o processo seletivo, o candidato faz prova de inglês e de raciocínio lógico, passa por testes comportamentais, dinâmicas de grupo e, por fim, é entrevistado por diretores da empresa.

Benefícios

O Programa de Trainees da C&A é um dos mais antigos do gênero no Brasil, tendo sido lançado na década de 70, quando a empresa chegou ao Brasil.

Aos trainees são oferecidos vários benefícios. Além do salário comparável com os principais Programas Trainees do mercado a empresa oferece planos de saúde e odontológico, refeição, estacionamento, cartão de desconto em compras nas lojas C&A, entre outros. A empresa ainda se responsabiliza pelas despesas dos trainees que permanecerão fora dos seus Estados durante o programa, como locomoção e passagens aéreas para os participantes viajarem para suas cidades de origem.

O Programa

O treinamento tem duração de 15 meses e é composto por três módulos: operação de loja; compras; e especialização dentro da área de atuação do Trainee gestão de Negócios do Varejo( Loja) ou Compras (Produto). Depois deste processo, o trainee assume posição gerencial e passará a ser responsável por uma unidade de negócio da C&A assumindo a gerencia de uma Loja ou a gerencia de uma categoria de produtos em Compras.

A contratação dos aprovados no programa será realizada em janeiro de 2011.

Da assessoria de imprensa

Fórum de Marketing Empresarial

19/08/2010

Um evento bem organizado, com palestras dos presidentes brasileiros de algumas das principais empresas mundiais, bem briefados e objetivos resultou numa aula de marketing de excepcional qualidade. Para alinhavar todos os pontos discorridos durante as palestras, João Doria Jr, da Doria Associados, fez as conclusões e o fechamento do Fórum de Marketing Empresarial, que seguem abaixo:.

  1. A importância do marketing bem planejado, com estratégia, com pesquisa: o marketing bem estruturado, bem fundamentado.
  2. Responsabilidade social:  o conhecimento que vai além dos lucros e dos resultados, permeando a sociedade toda, e principalmente comunidades mais simples e mais carentes, até mesmo pelo fato de que elas passaram também a ser comunidades de consumo
  3. Sustentabilidade: empresas que não respeitam a sustentabilidade, não exercitam programas de sustentabilidade, vão ficar fora da concorrência.
  4. Inovação:  empresas que lideram grandes mercados ou que tem grandes posições e não são capazes de inovar, encontrarão quem inove e as ultrapasse, por mais robustas que sejam. Há de se apostar, investir, acreditar na inovação.  Isso também implica em investir nos jovens, acreditar no potencial das mídias sociais,  ouvir, perceber, sentir, entender, ter a sensibilidade na pesquisa e aplicar em resultados.
  5. Valor das marcas: as marcas hoje são o principal patrimônio de qualquer empresa.
  6. Liderança de resultados: o fator humano, inspirando os resultados, em todos os níveis. Quando a empresa tem um grande comando,  firme, forte e sereno, esse prisma de liderança vai passando para as outras áreas. Todos sentem o mesmo espírito, é o endomarketing da liderança.  Os novos líderes são os que tem coragem para empreender, para aceitar a inovação, para não fazer valer as suas próprias opiniões, e sim fazer valer a opinião do consumidor e dos seus parceiros, daqueles que compõem a sua própria equipe.
  7. A resultante de tudo isso é o respeito ao consumidor. O consumidor é o novo rei, é o novo CEO, é o novo acionista, é o stakeholder que determina e fundamenta a decisão das empresas de qualquer tamanho, de qualquer dimensão e em qualquer área. Esse consumidor precisa ser acompanhado 24 horas por dia e 365 dias por ano, e ter as suas.

André Robic

Eu quero um quadrado que seja redondo!

19/08/2010

Foto: IBModa

O mundo mudou e evoluiu, a Fiat mais ainda. Ultima grande montadora a entrar no Brasil, no final dos anos 70, superou a concorrência e hoje é líder de mercado. E como todo líder que quer continuar sendo líder, não encontrou espaço para acomodação, e acaba de lançar o seu Novo Uno. Cledorvino Belini, presidente da FIAT, falou no Forum Empresarial de Marketing do desenvolvimento do Novo Uno, de seu lançamento e da sua participação na gestão da marca Fiat.

No processo de desenvolvimento, foi feita uma extensa pesquisa, que durou 2 anos, e investigou a forma de o público se relacionar com carros, o significado do UNO, suas deficiências atuais e, principalmente, o que o público desejava num novo Uno. Para isso foi feito um trabalho denominado “Invasão de Cenários”, em 80 cenários diferentes, que contou com 760 entrevistas, debates e apresentações de carro. Esse trabalho utilizou  também ferramentas denominadas web research e virtual antrophology. Enquanto recebiam os resultados da pesquisa, os designers criavam novas propostas em tempo real.

A grande descoberta da pesquisa foi a de que o conceito do Uno era quadrado, e que ele deveria ser mantido assim: o cliente queria que o conceito quadrado continuasse – mas que fosse redondo!. A equipoe de design da empresa não se abalou, e foi atrás de realizar os sonhos do cliente: criou o conceito round square, ou seja, quadrado arredondado.

Para o lançamento do Novo Uno, a Fiat colocou também as pessoas no centro da comunicação. Diálogos e trocas já vinham sendo conduzidas há mais de um ano, e havia um forte monitoramento no intenso movimento sobre o tema na internet e nas mídias sociais. O acompanhamento de vazamentos e impressões sobre o processo de decisão do consumidor acabou cancelando um teaser para a ação de lançamento previsto para TV, substituído pelo trabalho apenas nas redes sociais.

O lançamento do Novo Uno contou com 2 mil convidados, 18 países da América Latina, África e Oriente Médio, jornalistas, importadores e distribuidores, e com a maior entrevista coletiva do mundo, que contou com 5 mil internautas, responsáveis por 12 mil perguntas.

No mercado, o Novo Uno, com 14 opções de cores e amplas possibilidades de personalização externas  deve vir a ser  um caso para ser contado no futuro em reuniões e escolas de negócios. Segundo Belini, “o Uno é um exemplo de como a marca na FIAT não pode ser apenas uma preocupação de marketing. A FIAT se prepara para lidar com um novo mundo que exige cada vez mais transparência e confiança das marcas”.

André Robic

Como atingir a base da pirâmide sócio-econômica

19/08/2010

Foto: Divulgação

Convidado pela Accenture, o professor da Universidade de Cornell, Stuart Hart mostrou no Forum Empresarial de Marketing, realizado durante o último final de semana, no Guarujá, o resultado de seus trabalhos, voltados à melhor forma de atingir a base da pirâmide socioeconômica.  De acordo com o pesquisador, essa pirâmide possui hoje 4,5 bilhões de pessoas em sua base, que corresponderia às classes D e E brasileiras, 1,5 bilhões em seu meio (classe C) e 800milhões no seu topo (classes A e B).

Segundo Hart, o modelo de implantação de novos produtos segue a um padrão em que (1) existe um novo mercado: massivo e em crescimento não atendido; (2) é lançada uma inovação radical, e a base da pirâmide é o  local de incubação para tecnologias sustentáveis e (3) aparecem novas empresas competitivas . Entretanto, ao se tentar difundir essas tecnologias em bases maiores não se vê grandes resultados. A causa seria a utilização do modelo de baixo preço e baixo custo, com a expansão em favelas e áreas de baixa renda e parceria com ONGs sem capacidades. A conclusão é de que o problema  para atender a base da pirâmide não é de tecnologia e não é de marketing. O desafio é criar um processo para o desenvolvimento dos negócios, que envolve as seguintes etapas: (1) construir uma relação de confiança de longo prazo, (2) co-criação, fazendo surgir um novo produto que nenhum dos dois poderia fazer sozinho e finalmente (3) desenvolver o modelo de negócios a partir de baixo.

André Robic

As classes CDE vão ao paraíso. E a Casas Bahia, para América Latina – ou quem sabe Africa?

19/08/2010

foto: divulgação

Michael Klein, predsidente das Casas Bahia,  apresentou o passado, o presente e deu pistas sobre o futuro da empresa no Forum de Marketing Empresarial, realizado no Guarujá no final de semana passado pela Doria Associados e Editora Referência. Situada entre as 200 maiores redes mundiais de varejo, a Casas Bahia fatura anualmente mais de 18 bilhões de reais, e é a maior anunciante do Brasil e da America do Sul; apenas como termo de comparação, o gasto da empresa com publicidade supera em três vezes todo o mercado publicitário da Argentina.

Com 4,8 milhões de cartões ativos, que correspondem a um crédito de 9 bilhões de reais, e 57 anos na base da pirâmide brasileira, a empresa “conhece melhor do que ninguém” este público, para o qual vendeu 4,5 milhões linha branca, 4,7 milhões celulares, 1,6 milhão TVs, 2,2 milhões de aparelhos de som em 2009.  Segundo Klein, para as classes CDE “o produto é um troféu”, ganho por meio de trabalho e que ele merece ter e mostrar, e o crédito faz parte desse troféu.

Em crescimento acelerado, a Casas Bahia possui uma proximidade física e emocional com seus consumidores que, segundo Klein, antigamente procuravam um bom preço, uma pechincha, e hoje estão atrás de bons produtos e marcas reconhecidas. Para acompanhar esse consumidor cada vez mais exigente, a empresa faz pesquisas de mercado constante, e desenvolveu uma série de formatos de varejo diferentes: lojas conceito em shopping center, lojas em favelas, loja virtual e a Supercasas Bahia, maior loja sazonal do mundo.

Segundo Klein, a associação com o grupo Pão de Açúcar ainda não foi totalmente implementada pelas restrições legais do CADE, que impõem uma quarentena de dois anos para a integração total das atividades. Entretanto, uma vez que ela se concretize, e o abastecimento do mercado brasileiro esteja devidamente equacionado pela empresa – por volta de 2015 – ela pretende desbravar novos mercados, possivelmente penetrando nos países vizinhos do Brasil inicialmente, e depois em países da África.

André Robic


Sustentabilidade, um negócio rentável!

18/08/2010

A segunda palestra do Forum de Marketing Empresarial  foi feita por Hector Nunes, presidente do Wal Mart no Brasil.  Muitas vezes confundido apenas com o hipermercado que leva o seu nome, a empresa na realidade é composta por um amplo portfólio de marcas, que incluem hipermercados, supermercados, clubes de compra, lojas de vizinhança, farmácias e postos de combustível, entre outros.

Com a missão de vender por menos para que as pessoas vivam melhor”, e a visão de “ser o melhor varejista do Brasil na mente dos consumidores e funcionários”, o presidente da empresa mostrou uma preocupação com a sustentabilidade do meio ambiente bastante explícita, profunda e singular. Partindo da premissa de que o varejo é responsável por 8% dos impactos sobre o clima do planeta, e o Wal Mart é um dos maiores varejistas do mundo, a empresa se lançou de forma irreversível na defesa do meio ambiente, que foi incorporada ao seu modelo de gestão. Cada loja da rede gera em média uma tonelada de lixo por dia, e tem o objetivo de levar esse número a zero. Por enquanto, os resultados já têm sido bastante auspiciosos nas suas lojas eco-eficientes: redução de 40% no volume de água e 25% na energia consumidos, e redução de 30% da emissão de gases causadores do efeito estufa. No relacionamento com fornecedores, Nunes citou o caso da embalagem de Band Aid, que mesmo para abrigar pequenos curativos, gastava uma grande quantidade de papelão. A embalagem foi refeita, o espaço na gôndola foi mantido, e milhões de quilos de papelão não foram produzidos e nem descartados no ambiente.

Mas o Wal Mart não foca apenas com a redução da utilização de insumos e emissão de gases. Um amplo treinamento, envolvimento de todos os públicos da empresa e, principalmente, a idéia de que “a união faz a força”. Partindo da premissa de que a empresa tem no Brasil 80 mil funcionários, e cada um tem uma família média de 4 pessoas, tem-se um público do tamanho de uma cidade brasileira média, que pode participar dos esforços e da visão da empresa, realizando e disseminando práticas de sustentabilidade – todas elas voluntárias. Levando essa idéia para todos os funcionários da empresa no mundo, ao redor de 2 milhões, torna-se possível fazer um trabalho em grande escala e, portanto, de grandes resultados.

Segundo Hector Nunes, que também discorreu sobre a forma de encarar os projetos de sustentabilidade na contabilidade das empresas, “as empresas tem que entender que essa questão de sustentabilidade não é uma questão de marketing”.

Nestlé, no Brasil inteiro

18/08/2010

foto: divulgação

A primeira palestra do Forum Empresarial de Marketing foi com Ivan Zurita, presidente da Nestlé, que mostrou o trabalho intenso e continuo que a empresa vem fazendo no Brasil, utilizando como exemplo o Leite Moça, “uma respeitável senhora de 90 anos de idade, que nunca fica velha, pois é atualizada diariamente – e vende 7 latas por segundo”.  Zurita mostrou o trabalho de relacionamento da empresa com seus clientes – teve o primeiro call center do Brasil, fundado em 1960, e hoje atende a mais de 10 mil ligações por dia.

O principal ponto da palestra foi o esforço que a empresa tem para estar em todo o Brasil. Segundo Zurita, “hoje não existem mais distancias, não existem mercados estratégicos, tudo é estratégico”. A partir dessa máxima, a empresa vem acelerando na sua integração com o consumidor. Fez das mídias sociais parte de sua comunicação, a ponto de utilizá-las para o lançamento do novo Leite Ninho, enriquecido por ferros e vitaminas, e somente com as entrevistas e o boca a boca surgido a partir delas conseguiu conquistar 65% de mercado. “Criar valor compartilhado é a nossa forma de fazer negócio”, diz Zurita.

A Nestlé aproveitou também as mídias sociais para transformar uma ameaça em oportunidade: apesar de fazer cuidadosas pesquisas e só realizar um lançamento com preferência do público maior do que 60%, por problemas de amostragem na pesquisa o Nescau 2.0 não decolou depois de lançado, e provocou mais de 60 mil e-mails “querendo meu Nescau antigo de volta”, a exemplo do que aconteceu com a New Coke, mais de duas décadas atrás. A empresa recolocou a versão antiga no mercado e corrigiu a nova, e acabou ficando com os dois produtos no mercado, ambos com grande aceitação.

Outros pontos abordados por Zurita foram a concorrência – a empresa passou a desenvolver uma série de “companhias”menores, para que possa enfrentar a concorrência de cada tipo de produto de maneira mais eficaz e a segmentação de mercado, com o abandono da segmentação geográfica em prol da segmentação por perfil de público. Para atender a (quase) todos, disponibilizou um barco, que corre as regiões amazônicas levando seus produtos às populações mais distantes.  Mas essa não foi a sua maior inovação em logística: nessa área, a grande inovação foi a redução do número de centros de distribuição, a inauguração de fábricas mais próximas de seus mercados e a colocação dos estoques a bordo dos 4,5 mil caminhões de sua frota.

Moral da história: “o grande desafio é inovar e renovar para chegar ao mercado de forma ágil e econômica. A agilidade faz a diferença”, diz Zurita.

André Robic