Tecendo uma moda verde

Foto: Eileen Costa/Reprodução/FIT

 

Os dilemas sócio-ambientais que enfrentamos atualmente nos levam a refletir sobre o nosso estilo de vida e nossos hábitos. Essas questões emergem como um contraponto dentro da sociedade de consumo, pois vivemos em uma época posterior à explosão de consumo que se deu no contexto pós-segunda guerra mundial, a partir de 1950.

Diferentes óticas sobre a sociedade de consumo, trazem à tona posicionamentos mais extremos, tanto favoráveis como contrários a este modelo socioeconômico, num constante paradoxo: se houver uma desaceleração do consumo, a economia mundial e corre sério risco de recessão, o que seria devastador no âmbito social. No entanto, se o consumo aumentar infinitamente, o meio ambiente poderá se degradar e ameaçar as condições de saúde e vida da população. Portanto a questão que emerge é: como equilibrar essas as instâncias da economia e do meio ambiente? Ou seja, como gerar uma economia sustentável?

 No caso específico da indústria do vestuário e da moda, a questão sobre o consumo não se concentra apenas na compra, mas recai sobre todo o seu ciclo, desde o plantio das matérias primas até o desuso do produto, numa cadeia produtiva que gera um impacto depreciativo ao meio ambiente. Para abordar a questão sobre sustentabilidade na moda, o Museu do Fashion Institute of Technology (FIT), de Nova York, montou a mostra Eco Fashion – Going Green.

 Na exposição estão presentes peças compostas a partir de técnicas sustentáveis que consideram o impacto social e ambiental de todas as etapas do processo produtivo. São tanto técnicas de produção dos tecidos, como o tingimento natural utilizando-se de tintas não tóxicas, quanto, técnicas de criação como a construção de novas peças por meio do reaproveitamento de outras peças já prontas onde, de forma análoga à bricolagem, os estilistas desconstroem uma peça para compor novas criações.

 A exposição demonstra também uma reflexão sobre o ciclo produtivo da moda, onde é marcante a criação do brasileiro Carlos Miele: um vestido longo de seda, com fuxicos feitos pelas mulheres que participam da Cooperativa de Trabalho Artesanal de Costura da Rocinha. Ao utilizar o trabalho de um empreendimento voltado para a transformação da realidade social de mulheres da periferia do Rio de Janeiro a peça de Miele evoca uma reflexão sobre como viabilizar a produção de vestuário, incentivando iniciativas voltadas para fins sociais.

A Eco Fashion – Going Green mostra como a moda permeia um amplo espectro de agentes sociais e o quanto pensá-la de forma sustentável pode impactar positivamente nossos problemas ecológicos e sociais. A mostra estará em cartaz no Fashion and Textile History Gallery Museum do Fashion Institure of Technology, em Nova York, até o dia 13 de novembro, com entrada franca.

Leia o artigo completo: Eco Fashion – Going Green

Visite a Coopa-Roca: Coopa-Roca

Visite o FIT: www.fitnyc.edu

Visite o museu do FIT: www.fitnyc.edu/museu

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